hiperhidrosisaxilarHiperidrose

Suar é normal e necessário, pois ajuda o corpo a manter a temperatura. Calor, exercícios físicos, ou mesmo situações de estresse emocional – raiva, medo, nervosismo – fazem o corpo suar. No entanto, quando a sudorese é excessiva e ocorre em situações de repouso, sob temperaturas amenas, ou sem nenhum fator estressante, configura-se um quadro patológico chamado hiperidrose.

O hiper funcionamento das glândulas sudoríparas pode acontecer devido a fatores hereditários, doenças ou emocionais. Axilas, palma das mãos, rosto, cabeça, sola dos pés e virilha são os locais do corpo mais comumente acometidos pela hiperidrose.

A sudorese excessiva pode se tornar uma situação bastante embaraçosa e desconfortável. Do ponto de vista psicológico pode afetar seriamente a vida de uma pessoa, pois é uma condição que comumente leva a processos de ansiedade, perturbando desde a vida profissional até os relacionamentos, comprometendo a auto-estima de uma pessoa.

Sintomas e Diagnóstico

A hiperidrose se caracteriza pelo suor excessivo em todo o corpo, ou em determinados locais, como as axilas, mãos, pés ou rosto, sem uma causa externa que justifique a intensa sudorese, como altas temperaturas, ou exercícios físicos.

Existem dois tipos de hiperidrose – a primária (ou essencial), cuja causa é desconhecida. E a secundária, que geralmente está associada a um outro problema de saúde, ou se apresenta como efeito colateral de algum medicamento.

O primeiro tipo ocorre na infância ou adolescência e aparece, geralmente, nas mãos, pés, axilas, cabeça ou rosto. Se o jovem estiver em repouso, ou dormindo, o suor não aparece. Este tipo de hiperidrose é bastante familiar, ou seja, outras pessoas da família apresentam ou apresentaram o problema. Cerca de 1% da população mundial sofre com a hiperidrose primária, mas poucas pessoas procuram um médico para tratar a condição.

A hiperidrose secundária generalizada é a transpiração excessiva geralmente associada a fatores como obesidade, menopausa e alguns medicamentos, como os antidepressivos. Diferentemente da hiperdrose primária, o suor excessivo é mais generalizado e a pessoa pode suar durante o sono.

Este tipo de hiperidrose atinge, no geral, as pessoas no início da vida adulta e o tratamento desta condição depende essencialmente do diagnóstico do fator causal – de um problema de saúde ou de medicações.

Existem dois testes que avaliam a dimensão do problema. O primeiro (e mais comum) é o teste de amido-iodo, que consiste em aplicar uma solução de iodo na área suada e, depois de secar, um amido é colocado na região que ficará com uma cor enegrecida, devido à combinação de amido e iodo. O segundo teste consiste na aplicação de um papel especial na ára afetada que absorverá o suor. Quanto mais pesado for o papel, mais quantidade de suor fica acumulada, e este é um indício importante para o diagnóstico.

Tratamentos

Aos primeiros sintomas de hiperidrose é importante procurar um dermatologista, que é o profissional que prescreverá e controlará as diversas opções de tratamento:

  • Antitranspirantes: a sudorese excessiva pode ser controlada com produtos que contenham antitranspirantes – como o cloreto de alumínio – que serão sugeridos ou formulados pelo médico dermatologista.
  • Medicamentos: algumas drogas anticolinérgicas podem desestimular o hiper funcionamento das glândulas sudoríparas, mas esta não é a primeira opção do médico dermatologista, pois os efeitos colaterais são desagradáveis e intensos. Beta-bloqueadores ou benzodiazepínicos podem ajudar quando a transpiração é relacionada ao estresse emocional.
  • Iontoforese: Um procedimento bastante usado para a transpiração excessiva das mãos e dos pés. Uma carga elétrica fraca é colocada em um recipiente onde o paciente põe as mãos e os pés. A corrente elétrica vai sendo aumentada gradativamente, durante 10 a 20 minutos. A ideia é ‘desligar’ temporariamente as glândulas sudoríparas. Serão necessárias algumas sessões, dependendo da intensidade do quadro, para obter resultados (às vezes não satisfatórios). Os efeitos colaterais são raros e podem incluir bolhas e rachaduras da pele.
  • Toxina botulínica tipo A: Procedimento muito seguro e de fácil execução, que visa bloquear por um período os nervos que estimulam a sudorese, consiste na aplicação da toxina botulínica diretamente na axila, nas mãos ou nos pés. Aplica-se anestésico tópico ou faz-se bloqueio anestésico injetável para minimizar desconforto ou dor do paciente. No geral, os resultados são excelentes, duradouros e bastantes satisfatórios.

Procedimentos Cirúrgicos:

  • Curetagem local do tecido glandular: sob anestesia injetável local, faz-se uma “raspagem” interna do tecido cutâneo das axilas, onde se localizam e se concentram as glândulas sudoríparas. Os resultados são variáveis, pois clinicamente – a olho nu – não evidenciamos as unidades glandulares e o cirurgião deve ter experiência com essa anatomia.
  • Simpatectomia torácica endoscópica (STE): este é um procedimento cirúrgico, pouco invasivo, que é utilizado nos casos refratários ou muito graves de hiperidrose e indicado quando os tratamentos mais conservadores falharam. Os casos de suor excessivo nas mãos são os mais indicados. Mas, pode haver uma resposta sudorética rebote, ou seja, o paciente começar a suar em um outra região do corpo, onde anteriormente não suava.

 
 

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