rosacea-(1)Rosácea

Rosácea é uma desordem inflamatória da pele bastante comum e muito pouco compreendida que afeta principalmente a face.

Geralmente são as pessoas de pele clara as mais afetadas, mas pode ocorrer também em pessoas de origem africana e asiática.

Algumas estimativas falam que 1 em 10 pessoas podem apresentar a doença. Segundo a Sociedade Nacional da Rosácea, nos Estados Unidos, cerca de 16 milhões de americanos estão afetados pela doença – e a maioria deles não sabe. Estudo realizado por esta entidade revelou que 95% dos pacientes de rosácea sabem muito pouco ou nada sobre os sinais e os sintomas do problema antes do diagnóstico.

Efeitos emocionais

Os sintomas de rosácea são recorrentes, às vezes pioram muito, outras vezes apresentam alguma melhora. Muitos dos sintomas de rosácea podem ser controlados com tratamento, mas as mudanças na aparência física que podem ocorrer como resultado desta condição podem trazer um impacto psicológico e social significativos, afetando a autoestima e a interação social.

Em outro estudo realizado pela NRS – National Rosacea Society – mais de 90% dos pacientes de rosácea disseram que a condição afetou sua auto confiança e autoestima, e 41% reportaram que a doença os fez evitar contatos públicos ou cancelar reuniões sociais. Entre os pacientes de rosácea com sintomas muito severos, 88% disseram que a desordem teve efeitos adversos em suas interações profissionais, e 51% disseram que perderam o emprego por causa da condição.

Sintomas e Sinais

Os sintomas geralmente começam com episódios de rubor (a pele fica vermelha por um curto período de tempo), mas outros sintomas podem ocorrer ao longo da progressão da doença, tais como:

  • Sensação de queimadura e de ardência no rosto
  • Vermelhidão permanente nas bochechas, no nariz, na testa ou no queixo
  • Pústulas e abcessos na face
  • Pequenos vasos sanguíneos na pele tornam-se visíveis (vasculite)
  • Olhos irritados e lacrimejantes

Qualquer dos sintomas acima é um alerta para procurar um dermatologista para obter um diagnóstico e um tratamento apropriado, antes que se tornem progressivamente severos.

A doença costuma aparecer por volta dos 30 anos de idade e as causas ainda não são completamente conhecidas, mas sabe-se que alguns ‘gatilhos’ que disparam os sintomas são estresse, álcool, mudanças extremas na temperatura ambiente, temperos apimentados, exposição ao sol e banhos muito quentes. De fato, qualquer fator que aumente o fluxo de sangue na face pode agravar a rosácea.

Estudos recentes confirmam que os microscópicos e inofensivos ácaros Demodex, que vivem na pele de todos nós, podem também detonar os sintomas.

Diagnóstico

Não existe um teste laboratorial específico para rosácea, mas o médico dermatologista poderá fazer o diagnóstico examinando a pele, perguntando sobre os sintomas e sobre os possíveis gatilhos que detonam os sintomas, além do levantamento do histórico clínico da saúde em geral.

Em algumas circunstâncias, será necessário fazer exames adicionais, como de sangue ou uma biópsia da pele (um pedacinho mínimo da pele é retirado e examinado em laboratório).

Algumas condições de saúde com lúpus e menopausa – que apresentam sintomas semelhantes à rosácea – precisam ser descartadas para que o diagnóstico seja o mais preciso possível.

Causas da rosácea

A causa exata da rosácea é desconhecida, ainda que um número de fatores possíveis correlacionados à doença já tenham sido estabelecidos, incluindo anormalidades nos vasos sanguíneos e a reação aos ácaros comumente encontrados na face.

Mesmo não sendo reconhecidos como causas diretas, alguns ‘gatilhos’ que fazem a doença piorar já estão bem identificados:

  • Exposição à luz solar
  • Estresse emocional
  • Água muito quente ou fria
  • Bebidas quentes
  • Cafeína e álcool
  • Comidas apimentadas

Tratamento

Ainda não existe cura para a rosácea, mas o tratamento ajuda a controlar os sintomas. Produtos comprados sem prescrição médica em farmácias não são recomendados, pois além de não serem eficazes podem agravar a condição.

A melhor opção é evitar os gatilhos que sabidamente detonam as crises em combinação com uma variedade de medicamentos de uso local e oral – antibióticos, por exemplo – devidamente prescritos pelo médico dermatologista.

Medicamentos à base de brimonidina, sob a forma de gel, mostraram-se eficazes para o tratamento da vermelhidão persistente provocada pela rosácea. A prescrição deve ser feita pelo médico dermatologista, que deverá acompanhar o tratamento.

Tratamentos com lasers e luz intensa pulsada podem ser usados para alívio das manifestações vasculares da rosácea, tanto para remover os vasos sanguíneos muito visíveis quanto para reduzir a vermelhidão acentuada.

 

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