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O efeito rebote é o retorno, às vezes piorado, daquilo que se está tentando resolver. Acontece quando há excessos (de produtos ou tratamento) e o organismo não está preparado para receber as intervenções. Quando se fala em cuidados com a pele, há duas principais situações onde é possível ocorrer o problema com maior frequência: a oleosidade e o aparecimento de manchas.

Brilho indesejado

No caso da oleosidade, o efeito rebote é provocado pelo uso em excesso de produtos agentes de limpeza, secativos e redutores de oleosidade, que podem levar o organismo a produzir mais sebo, piorando a acne e agravando aquele efeito de brilho que tanto incomoda. Outro fator que pode agravar a oleosidade da pele é a exposição ao sol. Inicialmente a ação dos raios UV provocam ressecamento para então ativarem a produção acelerada de sebo e, como rebote, produzem uma quantidade maior dele pois entendem que a pele está desidratada pela agressão do sol.

Produtos mais abrasivos, alcalinos e com fins de esfoliação (remoção de gordura) acabam mudando o pH da pele, com ressecamento subsequente. O resultado é que estimulamos o organismo a nos proteger – até porque, em alguns casos, não tiramos apenas o excesso de oleosidade, mas também eliminamos uma proteção que é natural e importante.

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Quando isso ocorre, e não hidratamos a pele na sequência, a única maneira que o organismo tem de tentar se “defender” é produzindo mais gordura. Evitar que isso ocorra, no entanto, não significa abrir mão de substâncias cosméticas. O cuidado está em utilizá-las de maneira correta. Ou seja, optar por produtos que retirem o excesso, mas também hidratem o suficiente para que não haja um desequilíbrio a ser corrigido pelo organismo.

Geralmente, os cuidados devem acontecer pela manhã e à noite, mas só a orientação do seu dermatologista pode dizer quantas vezes diárias você deve limpá-la e hidratá-la e quais produtos indicados para evitar o efeito rebote.
Outra boa opção é recorrer a ativos que não tenham ação específica nas glândulas sebáceas, mas que dão conta de controlar a oleosidade por um período prolongado. É o caso das sílicas e dos amidos modificados – que absorvem o sebo liberado na superfície da pele, evitando o brilho.

Livre de manchas

As manchas são um dos motivos mais frequentes de visitas aos consultórios dermatológicos. E, entre os tipos de manchas mais comuns, está o melasma. Caracterizado pelo surgimento de manchas escuras na pele, ele é comumente desenvolvido na região facial, mas também pode surgir em outras áreas expostas ao sol, como braços e colo.

As mulheres são mais afetadas pelo problema por fatores hormonais. Hoje se sabe que a pele manchada tem mais receptores para o estradiol (o principal hormônio sexual feminino), além do fato de que, na gravidez, há também um aumento na produção do hormônio estimulante de melanócitos, capaz de estimular as células pigmentadas.

Não há uma única causa definida para o melasma, que pode estar relacionado tanto à exposição solar e uso de anticoncepcionais (e algumas outras medicações), quanto a fatores hormonais, predisposição genética, algumas doenças (como as hepatopatias) e à gravidez.

O que ocorre é que, em todas essas situações, o que entra “em jogo” é a melanina, o pigmento que dá cor à pele. Quando a produção dessa substância fica descontrolada (por qualquer motivo), o resultado é a formação de sinais com coloração diferente da cor natural.

Na pele com melasma, o rebote acontece quando há uso excessivo de ácidos sensibilizantes, tratamentos a laser, e até o microagulhamento – quando usado de maneira inadequada ou quando são usados numa pele bronzeada.

Não é possível prever qual pele pode vir a sofrer o efeito rebote após um tratamento para manchas. Usar clareadores em quantidades moderadas e contar com o conhecimento específico de um médico dermatologista é a maneira mais segura de evitar o desequilíbrio do organismo.

A boa notícia é que é possível promover o clareamento saudável da pele, e mesmo se houver o rebote, também temos como contornar a situação! E os cuidados e produtos adequados – tanto na etapa corretiva quanto na posterior manutenção – são vitais para tratar a questão com segurança e sem surpresas.