No inverno, mesmo com menor exposição da pele ao sol e longe dos “perigos” causados pelo sal do mar ou o cloro da piscina, o inverno não dispensa cuidados especiais com a pele de todo o corpo e também com os cabelos.

Saiba mais sobre as doenças que mais podem afetar a pele no inverno.

Ao contrário! Além do fato de a pouca umidade do ar e as temperaturas mais frias levarem à diminuição da transpiração corporal – fatores responsáveis por uma pele mais seca –, essa época é também ótima para cuidados específicos – incluindo procedimentos no consultório com ação mais intensa. Já que as condições do clima ajudam a inibir a hiperpigmentação (manchas que podem aparecer após um tratamento dermatológico).

O mesmo vale para os cabelos. A tendência a tomarmos banhos mais quentes nessa época também expões as madeixas ao ressecamento, fazendo com que elas fiquem mais quebradiças. Isso porque, em alguns casos, o organismo entende que é preciso repor essa ausência da oleosidade natural que a água muito quente leva da pele e dos fios. O resultado? Uma superprodução de sebo – efeito contrário do desejado quando mantermos a higiene em dia, não é?

Leia mais sobre cuidados para fazer do banho um tratamento de beleza e saúde.

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Confira as dicas da Dra. Luciana Maluf para atravessar o inverno só com que ele traz de bom – e longe de riscos à saúde e beleza da pele. Assim, quando as temperaturas voltarem a subir você não irá precisar se preocupar em recuperar nenhum dano.

Cuidados básicos

A pele (em todo o corpo) repuxando aqui, ressecando ali e toda sensível é uma consequência direta do contato com o frio e o vento. As baixas temperaturas, somadas à pouca umidade do ar, levam à diminuição da produção da oleosidade natural da pele (o chamado manto hidrolipídico), o que provoca o ressecamento e deixa a textura sem viço e com aquela aparência esbranquiçada.

Por isso, vale o que sempre aconselhamos aqui para essa época do ano: prefira banhos mornos. Sabemos que uma das melhores coisas quando está frio é tomar um banho bem quentinho. Mas o ideal é que a água seja morna e o tempo sob o chuveiro o mais breve possível. Isso ajuda a preservar a oleosidade natural, que tem a importante função de proteger o corpo de bactérias, fungos, vírus, poluentes do ar, do contato com alérgenos (como poeira, mofo e fibras de tecidos) e, inclusive, do próprio frio!

Outra boa dica é evitar o uso excessivo do sabonete, principalmente nos braços e pernas. O ideal são as versões mais suaves, que contenham substâncias hidratantes nas fórmulas e sejam livres agentes irritantes.

Vale também não deixar o hidratante de lado – tanto corporal quanto facial. Eles ajudam manter a barreira cutânea e a evitar a evaporação da água, o que também causa rachaduras. Aplique-os diariamente e, de preferência, após banho ou limpeza da pele.

Leia aqui sobre o Skinbooster, técnica desenvolvida com o objetivo de repor na pele o colágeno e que promove hidratação profunda.

Fã das máscaras faciais ou tem vontade de conhecer como agem? Essa é uma boa chance. Inclua versões hidratantes desses produtos na sua rotina de beleza – sempre respeitando, claro, o seu tipo de pele. Uma das principais causas de envelhecimento da pele é a falta de elasticidade, o que pode ser causado por desidratação. É quando as máscaras atuam repondo a umidade das camadas mais profundas da derme, devolvendo a elasticidade.

Saiba mais aqui sobre as máscaras faciais.

Cremes com agentes calmantes e águas termais (que parecem companheiras apenas dos dias de calor) também são indicados para a pele sensibilizada pelo inverno. E nunca se esqueça do protetor solar!

Apesar do clima frio e do sol mais tímido, as radiações ultravioletas (capazes de danificar a pele) não tiram férias. Se a pele for oleosa e/ou acneica, evite cremes com veículos oleosos, dando preferência às versões oil-free, com toque seco. Consulte seu dermatologista sobre a melhor opção para sua pele.

S.O.S pele seca

Essa é uma pele com deficiência em produzir gordura de boa qualidade – os famosos ácidos graxos ou ômegas e que, em conjunto com a água, formam uma membrana hidrolipídica, que reveste nosso tecido e proporciona uma aparência luminosa.

Mais áspera e mais sensível, essa pele também tende a apresentar rugas precocemente e a ficar avermelhada com maior facilidade. É um constante risco também a aspereza, causada pela falta de hidratação, uma vez que a membrana hidrolipídica não consegue reter a água nas camadas mais profundas.

Diante desse cenário, os produtos indicados pelo dermatologista durante o inverno devem mudar, com formulações mais ricas, que realmente deixem sobre a pele uma parede de defesa capaz de repor e segurar a água. Essas medidas não apenas ajudam a proteger a pele do clima mais seco, como também são um reforço para combater agressores ambientais como poluição e os raios UV.

Em casa, a ordem é higienizar, tonificar, hidratar e proteger. A higienização pode ser feita com sabonete líquido especifico para pele seca – e sem qualquer agente agressor. O indicado são loções e emulsões de limpeza e sabonetes cremosos ou líquidos à base de extratos calmantes como a calêndula, a camomila e a aloe vera.

A tonificação é o passo seguinte. Opte por tônicos calmantes e hidratantes que passem longe do álcool em suas fórmulas. Complete o home care com uma boa hidratação, com produtos em versões que contenham veículos mais ricos em lipídios e com substâncias que tenham a capacidade de segurar a água na pele. E uma informação importante: logo depois de lavar o rosto (nos primeiros 3 a 5 minutos), os chamados corneócitos (células mais periféricas) estão mais maleáveis e facilitam a absorção do hidratante. E, por último, um filtro solar adequado para sua pele.

Leia aqui conteúdo especial sobre cuidados com a pele seca e inverno.

No consultório

Com esses passos garantidos, é hora de descobrir qual, ou quais – das muitas técnicas eficazes da dermatologia estética – é a melhor para o seu caso. Muitos aspectos – desde a idade passando por antecedentes e os diversos tons de pele – devem ser levados em conta.

Para isso, uma boa conversa com seu dermatologista é fundamental. Esse é o melhor ponto de partida para o sucesso de um procedimento. Só um médico especialista pode garantir que as aplicações sejam feitas de maneira equilibrada, sem exageros. A ideia é sempre parecer mais bonita e rejuvenescida, jamais artificial. Conheça algumas das técnicas combinadas mais indicadas para o inverno.

Laser de CO2 + drug deliveryBoa indicação para clarear manchas, melhorar a flacidez e promover o rejuvenescimento da pele. O drug delivery, ou entrega de ativos, é um sistema de transporte e entrega de uma substância a determinado ponto do nosso corpo. Uma vez lá, ela pode agir terapeuticamente em nosso benefício. Já o Laser CO2 fracionado é uma técnica ablativa que provoca microlesões na superfície da derme, no intuito de estimular a troca do tecido lesado por um novo. São essas pequenas fissuras que permitem um maior contato com as camadas internas, possibilitando a entrega de substâncias.

Ácido polilático + radiofrequênciaOs benefícios aqui são o estímulo do colágeno profundo e a melhora da flacidez e do contorno facial e do pescoço. O ácido polilático é uma substância que ajuda a recuperar volume e, ao mesmo tempo, induz a formação de colágeno – não só no rosto, mas também em outras áreas do corpo, como o abdômen inferior, os braços e a parte interna da coxa. A radiofrequência, técnica não invasiva e que emite correntes de calor em camadas mais profundas, entra para reforçar esse estímulo – por isso os ótimos resultados no combate à flacidez.

Peeling + microagulhamento + drug delivery – “Combo” que traz rejuvenescimento, clareia manchas e também trata poros abertos e vermelhão do rosto. Os peelings químicos são feitos com uma variedade de ácidos e podem atingir diferentes camadas da pele. Os moderados e profundos estimulam o colágeno, atenuam rugas e cicatrizes; bem como uniformizam a coloração da derme. Os mais superficiais promovem a descamação e renovação das células, clareiam manchas e melhoram os poros. Já o microagulhamento utiliza diversas microagulhas esterilizadas e de aço cirúrgico, dispostas em um rolo que desliza sobre a pelefazendo micropunturas e estimulando a formação de colágeno e a vasodilatação.

Luz pulsada + peeling O foco aqui são as manchas. A luz intensa pulsada oferece diferentes comprimentos de onda, capazes de atingir distintas estruturas e profundidades da pele. Essas ondas geram calor quando impactam o “alvo”. Esse disparo de luz pode atuar na melanina, nas olheiras, na alteração de textura da derme e nos vasos sanguíneos (ou microvasos no caso da face e do colo), ajudando também a diminuir o aspecto avermelhado da rosácea.

Toxina botulínica + preenchimento + peelingRugas, flacidez e manchas ficam na mira desse trio poderoso da dermatologia. Juntos, formam uma poderosa combinação para agir no aspecto superficial e profundo da pele. A aplicação da toxina botulínica bloqueia os sinais nervosos e impede que a musculatura receba o estímulo de contração – o que evita que as rugas se formem ou se tornem mais profundas e definidas. O preenchimento (com ácido hialurônico) age para recuperar e manter os contornos naturais do rosto, recuperando os volumes que vão se perdendo com o passar dos anos – ou mesmo outras marcas, como as cicatrizes. Os peelings com ácido são complementares a ambos, pois agem na aparência cutânea mais superficial, servindo desde a remoção de camadas mortas à redução de manchas e acnes, melhorando os poros e proporcionando brilho, viço e vigor à pele.

Fios saudáveis

São as baixas temperaturas que também despertam cuidados especiais com os cabelos no inverno. A dinâmica é parecida com o que ocorre com a pele: frio que leva à vontade de banhos mais quentes e que, por sua vez, levam ao ressecamento – dado o óleo natural do couro cabeludo que acaba indo ralo abaixo junto com as impurezas.

Isso coloca a hidratação no centro das ações preventivas a danos. Por isso, seguem valendo o uso de xampus e condicionadores de boa qualidade e que sejam adequados para seu tipo de cabelo. Após a limpeza durante o banho, busque formas de reforçar a hidratação com cremes específicos para esse fim (e também próprios para cada tipo). A melhor pessoa para indicar a frequência desse procedimento extra é seu médico dermatologista – ou cabeleireiro de confiança. Mas ao menos uma vez por semana vale reservar um tempo extra para essa finalização.

Para combater o excesso de oleosidade, os condicionadores (e/ou cremes) devem ser mais leves no inverno. E na hora de desembaraçar os fios, conte com a ajuda de produtos específicos e sem enxague. E alerta na hora de usar o secador. Esse é um procedimento inevitável para muitas pessoas, mas antes de secar os cabelos aplique um protetor térmico ou reparador de pontas para proteger os fios.

Evite também dormir com cabelos molhados – e isso, em qualquer época do ano. O hábito não é recomendado por especialistas por conta da umidade que torna os fios fracos e quebradiços. Por isso, os fãs de chapéus, boinas, lenços ou gorros devem considerar reservar alguns dias de cabelo “ao ar livre”, o que ajuda a controlar a oleosidade – evitando também o surgimento de fungos e bactérias no couro cabeludo.

E por falar em couro cabeludo, trate-o com carinho. Ao lavar os cabelos, faça massagens nele. Isso ativa a circulação e a oxigenação, aceleramento o crescimento dos fios.

Mau cheiro nos pés

Primeiro aos fatos: como outras regiões do corpo, nossos pés transpiram e também contém bactérias. O que, em princípio, é natural. O problema surge quando a umidade é abafada por meias e calçados durante muito tempo. É aí que podem surgir maus odores.

Composto de 99% de água e 1% de sais minerais, o suor, em si, não tem cheiro. O odor é resultado do metabolismo das bactérias que vivem em nossa pele – no caso aqui, nos pés. E o processo não parece nada agradável: essas bactérias se alimentam de restos de pele morta e, depois de comer, elas soltam gases que contêm ácido isovalérico e metanotiol, responsáveis pelo problema. Como a meia e o calçado não deixam os pés ventilarem, o odor se intensifica.

Para evitar, solucionar ou amenizar o problema, o primeiro passo é não usar o mesmo sapato por muitos dias seguidos – além de tratar as meias como qualquer outra peça íntima: usar sempre uma peça limpinha. E para que os sapatos não fiquem impregnados com nenhum odor, deixe-os em local arejado depois do uso.

As bactérias também adoram umidade, por isso controlá-las significa secar bem os pés após o banho e antes de se calçar. Inclua na higiene uma manutenção adequada também das unhas. Quando devidamente limpas e cortadas, elas ficam livres de maus cheiros.

Precisa de uma ajuda extra? Talcos, cremes e sprays antissépticos e antitranspirantes funcionam bem. Assim como evitar materiais que naturalmente favorecem odores desagradáveis, como o plástico (que eleva a produção de suor) e os tecidos sintéticos em meias – que, por sua vez, não absorvem a transpiração natural.