Um dos mais simples rituais diários – lavar o rosto. Apesar de simplório, esse gesto trivial pode ser feito de forma errada, irritando a pele ao ponto de torná-la muito seca, ou muito gordurosa, causando espinhas e erupções cutâneas.  Ou seja, o hábito cotidiano, se feito erradamente, pode prejudicar a pele ao longo do tempo. lavar-rosto

Aprenda a reconhecer os 10 erros mais comuns na hora de lavar o rosto e, principalmente, a não repeti-los. As orientações da Dra. Luciana Maluf podem fazer uma grande diferença para a qualidade e a saúde da sua pele.

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Escolha de um produto não adequado

Vamos explorar o significado do termo: o detergente correto deve remover completamente a maquiagem e as impurezas sem privar a pele dos seus óleos naturais: “É por isso que se deve escolher um produto que não seja muito agressivo, isto é, sem excessivamente desengordurar a pele, eliminando o filme lipídico de água e sebo necessário para criar uma barreira natural que impermeabiliza a pele e que mantém as células da sua superfície mais aderentes umas às outras”, explica a Dra. Luciana.

São vários os fatores que devem ser levados em conta para escolher o sabonete: tipo de pele (oleosa, seca ou mista), nível do pH (mais alcalino ou ácido), quantidade e concentração das substâncias espessantes, aditivos, perfumes, os próprios princípios ativos, que podem ser cosmiátricos, fitoterápicos, terapêuticos, amaciantes etc. Portanto, não é tão simples escolher corretamente um produto de limpeza para a pele.

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Lavagens muito frequentes

À exceção de circunstâncias especiais (ou seja, se você usar protetor solar e maquiagem ou suar muito), lavar o rosto mais do que duas vezes por dia pode acabar por irritar a pele, tornando-a, paradoxalmente, ainda mais gordurosa. Se a pele não estiver maquiada ou se você não se expôs demasiadamente à poluição durante o dia, vale a pena dar uma folga ao detergente à noite, lavando a pele apenas com água morna.

 

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Errar na temperatura da água

Existe um senso comum – que é errado – de que a água muito quente abre os poros e a água fria os fecha. “Na verdade, os poros não têm essa capacidade de ‘abre-fecha’ e, embora a água quente tenha um efeito agradável sobre a pele, usá-la em combinação com um produto de limpeza facial pode acabar por ‘dissolver’ as reservas de oleosidade necessárias na pele”, alerta a Dra. Luciana Maluf. Use sempre a água morna, que limpa suave e efetivamente.

 

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Exagerar no esfoliante

 

Esfoliar a pele é certamente um bom hábito para libertá-la das células mortas, mas não exagere: o esfoliante deve ser suave e aplicado com os dedos, com massagens circulares, gentilmente. Não use um pano ou outro meio mais abrasivo que pode retirar mais do que deveria, para não agredir muito a superfície cutânea. E também não esfolie a pele mais do que duas ou três vezes na semana.

 

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Não enxaguar bem o rosto

Acelerar a operação, porque está atrasada/o de manhã, ou porque está morto/a de cansaço à noite, não é uma coisa muito sábia a se fazer, pois vai deixar resíduos do produto utilizado e sujeiras que obstruem os poros e secam a pele. “A pele está habituada à água – explica a doutora Luciana – por isso sou favorável que o enxague seja feito com cuidado e generosamente, com especial atenção para a mandíbula e o nariz, que são tipicamente os pontos mais esquecidos”.

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Usar produtos que contém substâncias irritantes ou que fazem muita espuma

É sempre aconselhável ler atentamente as etiquetas dos produtos detergentes, tendo o cuidado de dispensar aqueles que contém perfumes, colorantes e conservantes sintéticos como os parabenos. “Excesso de espuma não é um bom sinal e não há necessidade de tanta espuma”, adverte a dermatologista Luciana Maluf. “Espuma abundante significa que o produto contém muitos surfactantes e, portanto, o seu uso acaba tornando a pele mais seca, possivelmente causando irritação ou reações alérgicas”.

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Esfregar a toalha energeticamente

Algumas pessoas tendem a esfregar a toalha sobre o rosto como forma de ‘lixar’ a pele, convencidos/as de que assim a limpeza será mais profunda. “Na verdade, devemos sim enxugar o rosto com uma toalha macia sem esfregar com muita energia, para evitar que a pele, perdendo a oleosidade mais profunda, fique desidratada e sem elasticidade, expondo-se, assim, ao aparecimento de rugas. Além disso, o ato de esfregar em demasia acaba agredindo e machucando a pele”, explica a dra. Luciana.

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Adiar a aplicação do hidratante

Quando a pele está completamente seca, fica mais difícil para que o creme ou loção hidratante alcance as camadas mais profundas da pele e assim o rosto parece estar gorduroso e pegajoso. Este inconveniente pode ser evitado aplicando o produto hidratante logo após a limpeza do rosto, quando a pele ainda está úmida, de modo a maximizar a absorção dos princípios ativos.

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Gastar uma fortuna com um produto de limpeza

Melhor optar por um produto básico, que contenha ingredientes simples e naturais, do que investir em produtos que prometem benefícios a longo prazo. “Neste caso, uma sugestão são os produtos que contém Fospidin, um princípio ativo que estudos recentes identificam como o melhor agente para a regeneração celular, sob o ponto de vista cientifico”, sugere a Dra. Luciana. “Esta substância explora as propriedades da glucosamina, um açúcar especial que regula o intercâmbio de informações entre as células e fosfolipídios – o que ajuda a fortalecer e regenerar a pele”.

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Não considerar o óleo como um agente de limpeza

Demonizado por um longo tempo, porque foram acusados de bloquear os poros, ultimamente especialistas estão reavaliando o uso de óleos detergentes para todos os tipos de pele, mesmo as oleosas ou propensas a espinhas. Obviamente, você tem que escolher o óleo correto (de amêndoa, damasco, girassol…), certificando-se de massageá-lo no rosto e removê-lo cuidadosamente com um pano macio em água morna.